segunda-feira, 28 de agosto de 2017

O QUE VOCÊ MATARIA?

No fim é o afeto, o herói e o vilão de nossa história. E qual o sentido do afeto em nossa vida se aquele que nos abraça um dia não mais poderá? Mas o que seria de nós se não colocássemos naquele abraço toda a força do nosso amor porque quem nos abraça é digno dele?

No início é o afeto. Pode ser num simples sorriso. Quando pais e filhos, por vezes lágrimas. Um porque nasceu, outro por emoção. E ali está traçado. Como pode um pai não amar seu filho? Como pode um filho não amar seu pai? 

No meio de tudo é o afeto. O afeto é que faz perdoar. O afeto faz voltar atrás em decisões que pareciam tão certas. O afeto é o único que faz esquecer todo o mal. Briga de irmãos, amizades verdadeiras, pais e filhos... O amor é o único eterno. 

E amar dói. Dói porque tem fim. Dói porque no fim, todo amor é egoísta. Todo amor quer aquele que se ama pela eternidade que ele durar. Porque quem ama morre e quem é amado também. E qual o sentido do afeto em nossa vida se todo amor morre?

Talvez o maior castigo que Deus deu ao homem foi o desequilíbrio que todos possuem em maior ou menor medida entre a capacidade de amar e impossibilidade de esquecer. 

E se eu pudesse matar... Eu mataria a morte.

Nenhum comentário: