quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

AINDA ESTAMOS EM 2015 - A morte dos famosos.

Tentando entender porque a morte de Bowie, Rickman e Shaolin significa, na visão de aluns que ainda estamos em 2015.
O acordo era que em 2016 não podia morrer?
E os milhares de falecidos mundo afora, anônimos, que certamente são infinitamente mais importantes para seus entes do que esses três são, dado que só conhecemos o que é público?Ninguém sofre a morte que não é divulgada. A dor é disparada pelo que é publicitado. O anúncio da morte anuncia a dor. Não fosse pública, as pessoas não seriam lembradas.
A intimidade desses que morreram em 2016, as horas, dias, meses e anos que agonizaram convalescendo antes da morte, por mais que imaginemos, não sentiremos a dor que seus parentes e amigos estão sentindo. Nos lembramos deles quando deles são falados. Mas para alguém, eles serão lembrados ainda quando todos estejam esquecidos.
2016 começou sim. Pessoas talentosas morrendo e outras nascendo, que por sua vez, poderão ser incríveis gênios ou ilustres desconhecidos, mas certamente extremamente amados por alguns e não tanto por outros. Se tiverem sorte, serão pop star e quando morrerem, somente aí, terão uma homenagem póstuma, massiva e um choro copioso de um mundo que jamais o conheceu.

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