quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Chamei de mau-gosto o que ví. Mau-gosto, mau-gosto!

O registro foi feito da janela do ônibus em que eu estava aqui em Recife de volta ao hospital. O candidato em questão é o senhor Armando Monteiro. Ele aspira ao cargo de governador de Pernambuco e, sua equipe de Marketing julgou que seria muito conveniente ocupar os semáforos com circo! Malabaristas, acrobatas e eles, claro... Palhaços!
Eu não sou malabarista e nem acrobata. Também não sou palhaça. Em uma visão otimista, eu seria telespectadora de um grande espetáculo circense. Seria um circo o ápice evolutivo da política brasileira?
O fato é que a campanha não soou bem aos eleitores mais críticos. Infelizmente, a massa que elege um político desses, não critica. Samba e dança frevo. Sorri em uma festa onde se sente convidada, sem saber que está pagando a conta.
Não... Nem é o Brasil o problema! Os políticos? Também não! Os políticos são muito inteligentes. Dotados de uma sagacidade e uma simpatia de giz, abraçam o pobre, sorriem para as crianças, chamam de amigos até os que nem conhece. Eu tiro mesmo o meu chapéu para um político que sabe ser político. No entanto, ficou muito fácil ser político no Brasil, porque não é necessário grande esforço para manter o povo alegre. Uma moça que estava sentada ao meu lado disparou "Deus me livre votar nesse homem. Ele almoçava no restaurante que eu trabalhava e tinha nojo de cumprimentar até a recepcionista".
Olhe bem a foto... Olhe novamente... Você gosta? Há quem goste! Muita gente gosta. E eu desconfio de tudo aquilo que muita gente gosta.

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