terça-feira, 10 de junho de 2014

Sobre facebook, amor e ódio

Oi.
Isso ia ser uma atualização de status, aí foi tomando grandes proporções em minha mente e virou um post. Leia e pense!

O que eu quero? 
Pensei em deletar minha conta no facebook e criar outra, selecionando criteriosamente minha "friend list", mas isso me causaria problemas, pois já carrego a bandeira de "antisocial" cravada na CARA e na alma! Tudo isso porque eu tenho um humor um pouquinho ácido. Tá tudo bem, acidez máxima talvez, mas gente é meu jeito e tem gente que adora um sarcasmo de vez em quando. Aposto que até você que chora com meu sarcasmo dirigido a você, acha super divertido quando é dirigido a outra pessoa. Confesse! O ser humano é difícil. Tudo bem, eu sou um pouquinho mais que outros, mas existem piores.
Depois eu pensei em deletar metade de minha lista, mas isso me causaria problemas ainda maiores, pois devo satisfações de minha vida a um público que nem sempre me ama pelo que eu sou ou por meu comportamento, mas pelo que esperam que eu seja e como gostariam que eu me comportasse. Ignorância ou inocência?
Agora...
Pensei em criar uma fan page. Nela, só me segue quem quiser. Deixo as pessoas bem livres e de quebro, conquisto minha própria liberdade. Acho que assim, encontro o meio-termo entre bom senso e sociabilidade.
Mas...
Como faço com meus álbuns e publicações no perfil do facebook?
...

Então eu penso: que maldito esse facebook! Ele é uma armadilha que você não gosta, e se pudesse não cairia, mas experimenta e quando vê já é escravo dominado e não tem mais volta. Porque se assim não fosse, porque eu simplesmente não deleto minha conta em definitivo? Tem uma força maior que prende todo mundo nas redes sociais. Isso assusta.
Pese quantas amizades você fez aqui e quantas você perdeu? Tudo bem que você pode dizer que amizade feita no facebook, não é AMIZADE propriamente dita... De outro lado, você também pode dizer que se foi perdida, nunca foi amizade. Tudo isso pode ser verdade, mas a quantidade das pessoas que passam a te admirar pelo que você pensa, pelo que você é e pelo que você expõe é proporcional àquelas que passam a te odiar pelos mesmos motivos.
O mundo virtual é uma arena. Nesta arena está em jogo sua própria vida. As pessoas nunca estiveram tão expostas e fragilizadas como estão hoje. Eu estou dentre essas pessoas e eu me critico por isso. As redes sociais permitem que você fale o que pensa. Você é estimulado e encorajado a dizer o que pensa e nunca o mundo perdeu tanto a timidez como hoje. Você fala o que pensa e torna-se refém de suas próprias palavras, dos seus próprios pensamento. Você constrói sua armadilha, você se prende nela e joga fora o cadeado. De repente, outra pessoa tem o controle de sua vida porque lhe mantém amarrado por cordas que você mesmo teceu.
Você diz o que pensa, o outro não gosta e dá palpite. Você não pediu opinião, mas se você PUBLICOU, já era! O que você pensa não é mais pensado só por você. Você diz isso, mas o outro entende aquilo e a confusão está montada e agora você será condenado para toda vida. Rotulado como preconceituoso, como extremista, alienado, anarquista, machista, retrógrado e polêmico. E todo mundo vai lembrar do que você disse mesmo que tenha dito há anos, décadas, séculos e milênios...
Tenho pena de mim por ser escrava das redes sociais, por ter escolhido ser refém de minhas próprias palavras e condenada pelos meus pensamentos.
Tenho pena de você também, ainda que você declare que não precisa saber o que eu penso. Mas quem tem internet, vai ao mundo, quem tem blog escreve o que quer e se você não quer saber, porque leu até o fim?
Estou com medo dos meus pensamentos ultimamente.

2 comentários:

Thaise Cavalcanti disse...

è verdade, existe uma "força sobrenatural" nas redes sociais que nos prendem, se a gente simplesmente deletasse o face, estaríamos nos deletando também, de repente a gente se sentiria um "Zé ninguém" sumiríamos, ninguém mais saberia quem somos, isso é doentio, se estou no face, estou no mundo, se estou sem face, sem mundo, simples assim.
Uma vez eu me "desliguei" de um tal de Orkurt, lembram? sobrevivi até aparecer outro ser o Face, pronto! tô refém, pergunto,alguém já tentou se desligar totalmente do face? se consegui é o primeiro passo para a salvação!
Face é um mal desnecessário, mas que ninguém vive sem.

Thaise Cavalcanti disse...

Matérias assim, nos alertam para algo tão óbvio e que não vemos, a necessidade de nos libertar dos vícios que nos cercam, nesse caso o vício virtual... o que eu fazia antes que agora não faço mais, quais as prioridades foram esquecidas em face ao face? quem eu sou agora? quem eu era antes? o que fiz como o meu tempo livre?
Face a face do mal!

Mário Flávio, na conta do Google de Tahise Cavalcanti